quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Toca-me como nunca tocaste ninguém!








Toca-me bem no fundo da minha alma,
E não me deixes saída.
Percorre todos os meus sentimentos,
Extasia-me com o teu doce amor.
Faz de mim, mulher da tua vida,
O ser mais perfeito para ti.
Funde-te em mim
E não me deixes voltar atrás,
Não me faças esquecer o eterno amor
Que sentes por mim.
Toca-me,
Penetra bem fundo o meu ser,
Faz-me tua mulher amada,
Teu ser mais precioso.
Arrebata-me a vida
E adormece-me em ti,
Leva tudo o que sou,
E não deixes nada de mim,
Faz-me entrar nas tuas fantasias,
Nos teus desejos mais profundos.
Entra no mais intimo do meu ser,
E esquece-te da tua existência.
Toca-me bem dentro do meu coração,
Remexe todos os meus pensamentos,
Deixa-me perdida em ti.
Toca-me bem dentro da minha vida,
Troca todo o seu sentido,
Para que eu possa viver em ti.
Faz-me perder-me nas tuas carícias loucas,
Nos teus mais recondidos desejos,
Nas tuas mais doces ilusões.
Toca bem dentro da minha existência,
Faz-me flutuar acima dos sonhos,
Transporta-me para o teu mundo,
Envolve meu corpo e tudo o que sou, em ti.
Transforma o meu sorriso no teu sorriso,
O meu olhar, no teu olhar.
Toca-me como se fosse o primeiro toque
E faz de mim, a fantasia dos teus sonhos.

Divagações sobre ti!









A noite passa lentamente,
E eu aqui perdida nos meus devaneios,
Começo a imaginar a vida a teu lado...
Tão completa, tão perfeita,
Tão cheia de momentos intensos
Que não se perdem com o tempo.
O Sono aos poucos começa a chegar,
Já quase não vejo as letras
Que teimo em continuar a escrever,
Quase não sinto minha mente
Que parece já adormecida,
E no entanto,
A tua face surge sempre à minha frente
Como vinda de um sonho.
Muitos dizem, que poderá ser o amor
Que tomou conta da minha alma,
Outros, apontam para devaneios
De um coração que ficou louco com o tempo.
Mas na minha vivida consciência,
É apenas o amor
Que tomou conta de mim.
Um amor arrebatador,
Que dominou todos os meus sentidos,
Deixando-me neste estado de puro terror.
Os meus olhos já cansados,
Teimam em se fechar,
Minha mente já adormeceu,
Assim como todo o meu corpo,
Mas continuo pensando em ti
Como meu último pensamento,
Antes de cair num sono profundo e purificante
Que há-de fazer renascer minha alma.
Já são horas de meus olhos se fecharem
Para de novo rever-te em meus sonhos,
E desta forma, estar contigo outra vez!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Deixa-me envolver-te em mim!








Deixa-me dizer-te um segredo,
Bem pertinho do teu ouvido.
Murmurar-te palavras doces,
Suaves, quase em forma de sussurro.
Deixa-me depois,
Deslizar meus dedos por tua pele macia,
E acariciar teu peito, bem devagar.
Deixa-me arrepiar teu corpo,
Ouvir teus gemidos
Enquanto dizes meu nome,
Num quase sussurro.
Quero sentir entrares dentro de mim,
Sentir teus movimentos ritmados,
Continuados.....
Sentir o desejo aumentar de intensidade,
Numa paixão desenfreada,
Sem limites....
Até por fim, me beijares a boca,
Numa loucura completa....
Quero sentir, teu leite quente, alucinante,
Até por fim repousares em mim,
Extasiado num prazer completo,
Repleto de sentimentos
E desejos saciados.

Se fechar os olhos!










Minha mente dança a som de um violino,

Que faz magia com a sua melodia.
Meus sonhos divagam
Por mundos encantados,
Onde nasce a fantasia e a Ilusão.
Meus pensamentos flutuam
Como ondas do mar,
Deixando-me num estado
De relaxamento profundo,
Num estado,
De Transe hipnótico.
A música continua a surgir
E quase consigo vê-la pairar sobre mim.
Então, fecho os olhos,
E consigo ver cada nota,
Consigo sentir cada ritmo,
Como se a música saísse de dentro de mim.
Fechando os olhos,
Até consigo ver sua forma ondulando,
Á medida que o violino toca
E encanta a minha alma.
É quase como se a minha existência
Ficasse enfeitiçada,
E tudo o que existe dentro de mim,
Flutuasse, deixando-me livre e solta.
Se fechar os olhos,
Sinto-me sair de mim,
Para quando a música parar,
Regressar de novo ao meu corpo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Nas asas de um anjo















Sentada sobre as rochas,
Olho o mar que me chama,
E penso na vida...
Penso nos sonhos e em todas as ilusões.
Meu mundo outrora fechado abriu-se,
E deixou entrar um pouco de luz.
Meus segredos, guardados dentro de mim,
Voaram em direcção aos céus,
Ás nuvens e a todo o universo.
Sinto então, meu corpo levitar,
Sinto-me a sair de mim,
E Pairo sobre o céu, azul e luminoso.
Olho uma nuvem que me chama,
Quer ser minha amiga,
Tão branca ela é... tão suave.
Vejo uma luz muito forte,
Que quase me queima os olhos,
E então fecho-os, para os abrir logo de seguida,
E começo a sentir um calor
Que percorre todo o meu corpo.
Minha pele branca,
Adquire então outra tonalidade,
Meus cabelos sobrevoam os céus,
E minha alma, torna-se leve....
Sinto então um toque suave em meu ombro,
E uma sensação de paz percorre-me
Por completo....
Então, adormeço, como nunca antes,
E quando acordo, estou ao pé de ti,
Atordoada penso em meu sonho,
Tu abraças-me e dás-me um beijo,
E o mesmo calor, começo a sentir...
E afinal de contas,
Não era um sonho,
Eu viajei pelos céus,
Nas asas de um anjo!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Deixo-te ir...












Meu coração já rasgado de dor
Percorre em câmara lenta,
Todos os momentos que vivemos.
Nossos sentimentos,
Nossos desejos,
Nossos planos,
Perderam-se pelo caminho...
Perderam-se na mágoa, na ignorância,
Perderam-se na ilusão do que nunca foi.
Por isso meu amor,
Deixo-te ir...
Apesar da tristeza que abala minha alma,
Apesar do sofrimento que destrói minha vida,
Apesar do desespero que vai me matar.
Deixo-te ir...
Segue teu destino, que não vai de encontro ao meu,
Tenta levar contigo a felicidade,
Dos dias que nunca tivemos.
Deixo-te ir....
Porque teu amor era apenas uma máscara
Para esconder tudo o que não sentias,
Teu olhar, foi a minha traição,
Que enganou-me, por engano.
Deixo-te te ir....
Nas asas de um anjo,
Para que percorras outros mundos,
Outras vidas, sem mim.
Minha face já transfigurada pela dor,
Começa a perder a sua tonalidade,
Meus membros, perderam a sua vitalidade,
E meu sorriso, morreu junto contigo.
Mas deixo-te ir....
Apesar da atrocidade deste encontro,
Apesar da minha morte interior,
E da magia que se criou e se perdeu.
Apesar disso tudo, meu amor....
Deixo-te ir....
Voa em liberdade,
Mas ensina-me primeiro a viver sem ti,
Ensina-me o que é a vida, depois de ti,
Ensina-me como recuperar de novo minha alma.
Vai, meu amor....
Que o vento seja o teu guia,
E a lua tua companheira.
Que as estrelas brilhem sempre na tua direcção.
Vai, meu amor....
E deixa-me aqui desfalecer sozinha.
Vai, meu amor
Antes que a noite chegue,
E que os meus fantasmas me persigam,
Antes que o dia morra,
E o sol deixe de brilhar.
Vai agora,
Mas não voltes mais!

Se não fores além....












Se não fores além,
Volta para trás.
Vem ver teu amor
Que te espera perto do mar.
Segue a canção das ondas,
Que chamam por ti,
Que clamam as rochas suas amigas,
Que te tragam de volta para mim.
Se não fores além,
Olha meu nome nas nuvens,
Escrito em forma de amor,
E vem me ver.
Se não fores além,
Lembra-te de mim,
Da tua paixão que quase morre de amor,
Lembra-te desta tua alma pura,
Que nunca se cansa de te amar,
Que nasce em ti,
Para morrer no infinito.
Mas se não fores,
Então realiza-te no meu amor,
Sem regras ou barreiras,
Sem medos ou arrependimentos,
Apenas memórias de tempos vindouros,
De paixões esquecidas
E amores lembrados.
Se não fores,
Vem pela praia ao meu encontro,
Espero-te naquele lugar
Onde os sonhos e a realidade se cruzam,
Onde os apaixonados se amam.
Se não fores,
Meu coração e toda a minha alma serão teus,
Teus desejos, minhas ordens.
Minha paixão, teu destino.
Meu corpo, teu templo.
Espero-te naquele lugar onde a magia nasce,
Onde os dias são sempre dias.
Se não fores, minha vida,
Estarei aqui, para ti.
Vais?